Creche Municipal Tia Clety Praça Barão do Sincorá, snº, Centro, Ituaçu - Bahia, CEP 46640000. Decreto de Criação: Nº 560 de 10/05/1990 (Câmara Municipal). Código da Instituição INEP- Censo nº : 29386594
Recebeu o nome de Creche Municipal Tia Clety, em homenagem a Clety da Silva Moraes, mulher de fibra, solteira ilustre que dedicou sua vida ao município de Ituaçu, exercendo, durante mais de quarenta anos, a função de parteira e enfermeira leiga, atendendo no município de Ituaçu e nas cidades circunvizinhas. Como prova de reconhecimento da população local, recebeu o título de cidadã Ituaçuense e também conquistou seu espaço no cenário político municipal. De 1997 a 2000, exerceu o cargo de diretora da Creche, que traz seu nome, período em que se dedicou totalmente à instituição. Veio a falecer em 25 de janeiro de 2003, de enfarto, na cidade de Vitória da Conquista.
TÍTULO I

Da Estrutura Escolar



CAPÍTULO I

Da criação e do vínculo



Art. 1º. - A Cheche Municipal Tia Clety, doravante denominada CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY, situada a Praça Barão do Sincorá, s/n, centro, Ituaçu - Bahia, CEP. 46640000. Foi criada pelo gestor Paulo Antonio Ramos através do Projeto de Lei nº. 560, aprovado pela Câmara de Vereadores de Ituaçu no dia 10 de maio de 1990, terá as suas atividades regidas pelo que se segue.



Art. 2º. - A CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY, de acordo com a LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE ITUAÇU, está vinculada financeiramente à Prefeitura Municipal de Ituaçu. Atualmente recebe apoio do PDDE.



Art. 3º. - A Creche Municipal Tia Clety passa a fazer parte da Estrutura Orgânica do Sistema de Educação Municipal de Ituaçu, financiada pelo FUNDEB, à partir da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBEN, Lei Federal Nº. 9394/96, que traz alterações na concepção e organização da educação no país. Ela normatiza esta questão no Cap. II – Da Educação Básica, Seção II – Da Educação Infantil, Artigos 29 a 30.



CAPÍTULO II

Da finalidade e dos objetivos



SEÇÃO I

Da finalidade



Art. 4º. - A CRECHE tem por finalidades:

I - Atender à comunidade ituaçuense.

II - Constituir-se em um espaço de cuidados, educação e socialização, desenvolvendo, coordenando, viabilizando e participando de atividades culturais no campo da educação infantil, em articulação com outras entidades educacionais de Ituaçu.

III - Cooperar com instituições públicas, privadas e movimentos sociais, quando compatível com seus objetivos.



SEÇÃO II

Dos objetivos



Subseção I

Do Objetivo Geral



Art 5º. Em cumprimento às normas gerais da Educação Nacional a Creche Municipal Tia Clety adota como Objetivo Geral o cuidado e a educação em uma abordagem construtivista e sócio-interacionista, entendendo a criança como ser humano integral em constante crescimento e desenvolvimento e interagindo intensamente com seu meio social.



SUBSEÇÃO II


Dos Objetivos Específicos



Art. 6º. A Creche tem por Objetivos Específicos:

I - Promover o respeito aos direitos da criança tendo como referência o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente;

II – Promover ações de atenção materno-infantil incentivando o cumprimento das normas e orientações referentes ao aleitamento materno;

III - Promover a atenção integral à criança com o intuito de desenvolver os domínios físico, psicológico, cognitivo e social, respeitando as possibilidades e características de sua faixa etária;

IV - Cooperar com o processo de formação da criança em diversas áreas do conhecimento no campo da educação infantil através da ludicidade.

V - Priorizar o aspecto lúdico e as brincadeiras como processo de aprendizagem que melhor se aplica à proposta pedagógica da Creche;

VI - Contribuir para a construção de metodologias e abordagens inovadoras na área de desenvolvimento e educação infantil;

VII - Cooperar com o processo de formação de profissionais de diversas áreas do conhecimento no campo da educação infantil, através de estágios supervisionados;

VIII - Desenvolver projetos e procedimentos que visem a estimular uma dinâmica participativa entre profissionais, crianças e famílias no âmbito da Creche;

IX - Trabalhar em parceria com outros setores da sociedade, atraves de instrumentos específicos, em acordo com as finalidades e objetivos da Creche.

X - Promover eventos educativos e culturais;



TÍTULO II

Da Estrutura Organizacional



CAPÍTULO I

Da Composição do Pessoal



Art. 7º. - Nas atividades da Creche fica prevista a atuação do seguinte pessoal:

I – Professores e auxiliares de Educação Infantil do quadro efetivo da Educação do Município, contratados temporariamente pelo Município lotados nesse estabelecimento e, prestadores de serviço cedidos de outros órgãos públicos conforme legislação específica;

II - Servidores Técnicos e de Apoio Administrativo do quadro efetivo do Ministério da Saúde, contratados temporariamente pela Prefeitura Municipal, prestadores de serviço terceirizado ou cedidos de outros órgãos públicos conforme legislação específica;

III - Estagiários dos cursos de graduação nas áreas de Educação Artística, Educação Física, Música, Nutrição, Pedagogia e Psicologia, e de outros cursos que atuem na área de Educação Infantil, em consonância com os objetivos e finalidades definidas por esta instituição;

IV - Pais e Responsáveis legais pelas crianças atendidas.

V - Grupo Gestores –composto pelo Diretor, Coordenador Pedagógico, Coordenador de Educação Infantil Municipal, pelo Representante dos Pais, pelo Representante dos Professores e pelo Representante dos Funcionários.


Parágrafo Único – A CRECHE, a critério da sua Direção, poderá permitir a interveniência de pessoal com especificação diferente das previstas no caput deste artigo, desde que não haja impedimento legal para esta atuação.



CAPÍTULO II

Da Organização



Art.8º. A Creche terá a seguinte estrutura funcional:

I – Diretoria, exercida por professor graduado em Pedagogia;

II- Vice-diretor;

III– Coordenação pedagógica, exercida por professor graduado em Pedagogia.

IV - Área Técnica, composta pela Nutrição, Pedagogia e Pediatria;

V – Corpo docente;

VI – Apoio Administrativo;

VII – Representação de Pais e Responsáveis legais.



SEÇÃO I

Do Diretor



Art. 9º. – A CRECHE será dirigida por um Diretor, docente do quadro permanente da Instituição e que esteja incluído no Art. 7º deste regimento, designado pelo Prefeito Municipal de Ituaçu, a partir de indicação. Terá a responsabilidade de induzir e conduzir a consecução dos objetivos educacionais e a coerência da linha pedagógica gerada a partir do Projeto Político Pedagógico.

§ 1º. - O Diretor designado terá um mandato limitado, podendo ser reconduzido tantas vezes quantas for indicado, obedecido o disposto no caput deste artigo.

§ 2º. - Para auxiliar os trabalhos da Direção, o Diretor contará com o auxílio de um Vice-Diretor, o qual o substituirá em sua ausência e seus impedimentos.

§ 3º. - A Direção em conjunto com os profissionais de cada área técnica constituirão o corpo técnico da Creche, o qual terá a função consultiva e deliberativa, no sentido de planejar, organizar e coordenar todas as atividades desenvolvidas no âmbito da instituição.

§ 4º. - O Corpo Técnico reunir-se-á quinzenalmente em dia e horário fixos, podendo ocorrer reuniões extraordinárias conforme necessidade.



SEÇÃO II

Da Área Técnica



Art. 10º.- Farão parte da Área Técnica, profissionais de Medicina (pediatra), Nutrição (nutricionista), Psicologia (psicologa) e Pedagogia, e que têm como responsabilidade desenvolver ações, específicas das suas respectivas áreas, considerando a criança como um ser único e indivisível.



Parágrafo único. Poderão também fazer parte da Equipe Técnica outros profissionais que atuem na área de Educação Infantil.



SEÇÃO III

Do Corpo Docente



Art. 11º. - Os professores que integram o Corpo Docente da Creche deverão ser profissionais legalmente habilitados e autorizados a trabalhar na educação infantil nos termos da Lei.

SEÇÃO IV

Do Apoio Administrativo



Art. 12º. - A função será exercida por profissional Técnico Administrativo, subordinado diretamente à Direção que tem a missão de zelar pela manutenção de toda a infra-estrutura da Creche.



SEÇÃO V

Da Representação de Pais



Art. 13º. - A representação dos Pais ou Responsáveis legais, ligada diretamente à Direção, terá natureza consultiva, cabendo-lhe, quando convocado, opinar a respeito de questões pontuais da Creche relativas à ação, organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade escolar, participando e se responsabilizando social e coletivamente pela implementação de suas deliberações.



CAPÍTULO III

Do Organograma



Art. 14º. - O Organograma e as atribuições detalhadas das categorias funcionais que exercem suas atividades na Creche compõem um só documento, com o objetivo de demonstrar e esclarecer a estrutura da instituição, como também definir e orientar as tarefas de cada servidor.



CAPÍTULO IV

Das Atribuições



SEÇÃO I

Da Direção



Art. 15º. - Compete à Direção

I - Administrar a Creche analisando e assinando documentos, implementando rotinas e zelando pelo seu bom funcionamento; II - Garantir a circulação e o acesso de todas as informações de interesse da comunidade escolar em tempo hábil;

III - Orientar e acompanhar todas as atividades administrativas relativas à folha de freqüência, fluxo de documentos da vida funcional dos prestadores de serviço, de acordo com as normas estabelecidas pela Secretaria de Educação;

IV - Diligenciar para que o ambiente físico e os bens patrimoniais da Creche sejam mantidos e preservados;

V - Arbitrar sobre impasses de natureza pessoal e administrativa que coloquem em risco o funcionamento da Creche;

VI – Criar estratégias que garantam aos funcionários a participação em atividades relacionadas à atualização e ao aprimoramento profissional;

VII - Promover a integração harmoniosa de todos os profissionais da comunidade escolar.

VIII - Representar a CRECHE em eventos e reuniões de cunho político-administrativo no âmbito da comunidade e fora dela;

IX - Fornecer dados, informações e outros indicadores a Secretaria de Educação Municipal e a outras instituições e aos usuários interessados, respondendo por sua fidedignidade e atualização;

X - Convocar e dirigir as Assembléias Gerais, as reuniões do Grupo Gestor, com direito de voto comum e de desempate;

XI - Zelar pelo cumprimento do disposto neste regimento.



SEÇÃO II

Da Coordenação




Art. 16º – Compete à Coordenação:

I – Apresentar anualmente à Secretaria Municipal de Educação o Plano Escolar contendo as atividades a serem desenvolvidas na Creche no ano subseqüente;

II – Orientar e acompanhar todas as atividades pedagógicas desenvolvidas na Creche em comum acordo com a equipe técnica;

III – Cuidar para que as atividades sejam desenvolvidas em acordo com o Projeto Político Pedagógico da Creche;

IV – Orientar, apreciar, aprovar e acompanhar projetos pedagógicos e de pesquisa propostos pelos docentes a serem desenvolvidos no âmbito da CRECHE;

V - Promover reuniões de estudo e trabalho, visando ao constante aperfeiçoamento das atividades da CRECHE;

VI- Idealizar e implementar estratégias de viabilização e acompanhamento dos projetos aprovados;

VII - Apresentar ao Grupo Gestor relatório dos resultados dos projetos pedagógicos e de pesquisa desenvolvidos no âmbito da CRECHE;

VIII - Representar a CRECHE em eventos e reuniões de cunho científico no âmbito da comunidade e fora dela;

IX - Desempenhar atividades que lhe sejam atribuídas pela Direção.



SEÇÃO III

Da Área Técnica



Art. 17º. - Compete à Equipe Técnica:

I - Planejar, acompanhar e avaliar as atividades pertinentes à sua área de atuação;

II - Participar de reuniões técnicas previamente estabelecidas;

IV - Apresentar à direção relatório das atividades desenvolvidas.



SEÇÃO IV

Do Corpo Docente



Art. 18º. - Compete ao Corpo Docente:

I – Planejar, realizar e avaliar atividades de estimulação que propiciem o desenvolvimento integral e harmonioso da criança dentro da proposta pedagógica definida pela Creche;

II – Realizar ações de cuidados básicos das crianças, tais como, alimentação, higiene e repouso;

III - Zelar pela segurança física e emocional das crianças;

IV - Orientar e acompanhar os estagiários de sua sala de aula;

V - Manter atualizado os registros individuais de

acompanhamento das crianças;

VI - Identificar e encaminhar à equipe técnica os casos de crianças que apresentem problemas específicos e necessidades de acompanhamento diferenciado;

VII - Buscar o aprimoramento de seu desempenho profissional e ampliação de seus conhecimentos, participando das reuniões de coordenação pedagógica e de outras oportunidades de formação continuada oferecidas pela Secretaria de Educação Municipal;

VIII - Responsabilizar-se pelo uso, manutenção e conservação dos equipamentos e materiais didáticos colocados à sua disposição.



SEÇÃO V

Do Grupo Gestor



Art. 19º – Compete ao Grupo Gestor:

I - Traçar as diretrizes e estratégias de caráter político-administrativo, pedagógico e científico da CRECHE e

II - Deliberar acerca das diretrizes e estratégias de caráter político-administrativo, pedagógico e científico da CRECHE.

Art. 20º. – O Grupo Gestor consistirá em instância deliberativa que irá fornecer subsídios ao Diretor nas atividades de administração de doações à CRECHE por empresas privadas ou pessoas físicas.

§ 1º - Os docentes participantes do Grupo Gestor deverão, obrigatoriamente, fazer parte do quadro de funcionários da CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY.

§ 2º - A Presidência do Grupo Gestor caberá a um docente, eleito pelos membros do Grupo Gestor.



Art. 21º. – O Grupo Gestor deverá organizar Reuniões Ordinárias trimestral, de acordo com programação definida pelo Diretor, podendo ocorrer Reuniões Extraordinárias, desde que justificadas, convocadas pelo Diretor ou por, no mínimo, 03 (três) membros do Grupo Gestor.



Parágrafo Único: As reuniões do Grupo Gestor possuem caráter deliberativo, sendo considerado quorum suficiente para votação a presença de 04 (quatro) membros, valendo o voto de qualidade do Presidente, em caso de empate.



Art. 22º. – Os membros do Grupo Gestor deverão participar de reuniões e eventos que venham a ser organizados de acordo com as finalidades e objetivos da CRECHE.



TÍTULO III

Da Clientela, do Atendimento e da Matrícula



CAPÍTULO I

Da Clientela

Art. 20º. – Consiste a clientela de atendimento da CRECHE: crianças na faixa etária entre 1ano à 3 anos e 11 meses, que sejam da comunidade ituaçuense.



§ 1º – As vagas para a clientela serão distribuídas eqüitativamente entre os moradores da sede de Ituaçu, cabendo á preferência às famílias de baixo poder aquisitivo.



§ 2º - No caso de não demanda para atender toda a comunidade, a destinação poderá ser procedida de forma que a capacidade de atendimento prevista seja, dentro da demanda, alcançada.



CAPÍTULO II

Do Atendimento



Art. 21º.- A educação infantil oferecida pela Creche Municipal Tia Clety está dividida em recantos, agrupados de acordo com a idade, obedecendo-se ao número máximo de crianças previsto por classe pela legislação em vigor, considerando-se a área útil da sala ou ambiente.



Art. 22º. - A Creche funcionará de 2ª a 6ª feira das 7:00 às 17:00h. O atendimento das crianças será feito em Regime Integral.



CAPÍTULO III

Da Matrícula



Art. 23º. - A Matrícula será efetuada no término ou início do ano letivo, salvo em caso de criança que se encontre em período de aleitamento materno, ou a qualquer momento, caso exista vaga.



Parágrafo único. A Matrícula somente será efetivada mediante a entrega dos documentos : Xerox da Certidão de Nascimento, Cartão de Vacina e 2 fotos 3x4.



Art. 24º. - As vagas serão distribuídas para os beneficiários referidos no Art. 20º. § 1º. na seguinte ordem de preferência:



I – Mães que trabalham fora do lar; com baixa renda.

II – Pai que possui a guarda do filho e não tem companheira para cuidar da criança; e

III – Criança encaminhada pela Promotoria Pública, desde que a idade seja compatível com a Lei do FUNDEB para Creches.

Parágrafo único. Na hipótese da existência de vagas não utilizadas e outros casos omissos fica a cargo da direção decidir à respeito.



Art. 25º. - A manutenção da matrícula da criança na CRECHE dependerá da freqüência, podendo ser procedido o desligamento nos seguintes casos, observadas as ressalvas constantes nos parágrafos deste artigo:

a) Faltas constantes, em total igual ou superior a 25% no mês, sem justificativa;

b) Após ser atingido o limite de idade prevista, não renovando no ano seguinte.

c) A pedido expresso dos pais ou responsáveis legais;

d) Por motivo de transferência.

§ 1°. – Nos casos em que ocorrer ultrapassagem do prazo previsto acima, caberá ao Diretor decidir a respeito da permanência da criança.



Art. 26º. - A organização do atendimento às crianças será deliberada pelo Diretor, dependendo da capacidade do quadro de funcionários, funcionando este atendimento, de forma rotineira, em regime integral – das 07:00 às 17:00 horas;



TÍTULO IV

Do Plano Escolar



Art. 27º.- O Plano Escolar da Creche diz respeito aos serviços técnicos pedagógicos complementares como: calendário escolar, formação das turmas e normas internas.



Parágrafo único. A elaboração do Plano Escolar é de competência do corpo técnico com aprovação dos professores.



CAPÍTULO I

Do Calendário Escolar



Art. 28º. - O Calendário Escolar da Creche Municipal Tia Clety é o instrumento normativo onde se indicam os dias letivos a serem cumpridos, o recesso e as férias escolares, bem como todas as atividades propostas na metodologia de projetos e outras atividades correlatas.



Parágrafo único - O Calendário Escolar adotado é o mesmo elaborado pela Secretaria Municipal de Educação para o Município de Ituaçu. È elaborado ao final de cada ano letivo para vigorar no ano seguinte.



Art. 29º. - As atividades da creche com as crianças têm seu início e termino previsto pelo calendario letivo municipal.



§ 1º. O início das atividades com as crianças poderá ser postergado, pois ficará na dependência do Plano Municipal de Educação.



§ 2º. As férias são previstas para serem coletivas seguindo o Plano Municipal de Educação, sendo facultado ao corpo técnico tirar férias em período diverso a depender da necessidade do serviço.



CAPÍTULO II

Da Formação das Turmas



Art. 30º - As crianças serão agrupadas de maneira flexível, considerando seu desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo e social bem como sua faixa etária de modo a ter o menor intervalo entre a criança mais nova e a mais velha.



Parágrafo único. A faixa etária das turmas dependerá da demanda da creche em cada ano, nao ultrapassando a idade de 03 anos e 11 meses.



CAPÍTULO III

Das Normas Internas



Art. 31º. - As Normas Internas decorrentes do plano escolar constituem um documento detalhado, contendo todas as orientações aos pais para efetivação da matrícula e acompanhamento geral das atividades da Creche.



Parágrafo único. As Normas Internas são elaboradas pelo corpo técnico com base nos documentos oficiais da Creche, ou seja, PPP e Regimento Interno e aprovadas pela comunidade escolar.



TÍTULO V

Da Organização Didática



CAPÍTULO I

Do Conteúdo Pedagógico





Art. 32º. - O Conteúdo Pedagógico básico trabalhado na Creche é de cuidado e educação vivenciado de forma indissociavel e contextualizada nas dimensões cognitiva, afetivo-social e formação de hábitos, respeitando sempre os limites e as etapas de desenvolvimento de cada criança.



CAPÍTULO II

Do Planejamento



Art. 33º. - O Planejamento das atividades pedagógicas tem como referência os eixos norteadores e a metodologia de projetos já previstas no Projeto Político Pedagógico.



Parágrafo único. O Planejamento é feito semanalmente ou quizenalmente nas reuniões que são chamadas de coordenação pedagógica sob a orientação da Coordenadora pedagógica.



CAPÍTULO III

Da Avaliação



Art. 34º. - A Avaliação tem como base a correspondência entre a proposta de trabalho prevista, sua execução e seu resultado considerando não só a faixa etária, mas, sobretudo o desenvolvimento da criança em particular.



Art. 35º. - As Avaliações, individuais, registradas de forma descritiva serão entregues aos pais em reuniões pedagógicas trimestrais.



Parágrafo único. A avaliação será formativa, de responsabilidade do professor que é referência em cada sala sob a supervisão da área pedagógica.



TÍTULO VI

Da Assembléia Geral



Art. 36º. – A Assembléia Geral é a instância máxima de deliberação da CRECHE, será integrada por todos os membros que compõem a Creche, de acordo com o que rege o Art. 7º. , supra.



§ 1º. - A Assembléia Geral será presidida pelo Diretor ou, em suas ausências ou impedimentos, pelo Vice-Diretor.



§ 2º. - A Assembléia Geral ocorrerá ordinariamente a cada semestre letivo, ou extraordinariamente, quando convocada, por decisão do Grupo Gestor ou a requerimento de pelo menos um terço (1/3) dos integrantes da CRECHE, sempre com indicação de motivos.



§ 3º. - A Assembléia Geral só funcionará com a presença da maioria de seus membros, em primeira chamada, e com qualquer número, em segunda chamada, meia hora após a primeira.



§ 4º – No caso de serem tomadas deliberações em sessões de Assembléia Geral abertas em segunda chamada, estas deliberações, para terem validade, deverão ser homologadas pelo Grupo Gestor.



Art. 37º – São atribuições da Assembléia Geral:

a) Aprovar o Regimento Geral;

b) Promover alterações no seu texto, quando justificado; e

c) Deliberar acerca de questões encaminhadas pelo Grupo Gestor.



TÍTULO VII

Das Disposições Finais



Art. 38º. – Os casos não previstos neste Regimento serão decididos pelo Grupo Gestor, sendo encaminhados posteriormente para a Assembléia Geral a qual decidirá pela pertinência de sua incorporação ou normatização dentro do Regimento Interno.



Art. 39º. - Por se tratar de um documento de cunho normativo-pedagógico, é passível de revisão em momento ou condições que a direção e/ou equipe técnica julgar conveniente.



Art. 40º. – Este Regimento passa a viger a partir de sua aprovação pelo Conselho Municipal de Educação e ou Câmara Municipal de Ituaçu, revogadas as disposições em contrário.







PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY 2008/2009



1. IDENTIFICAÇÃO

1.1 Da Mantenedora

1.1.1 Denominação:

Prefeitura Municipal de Ituaçu/ Secretaria de Educação de Ituaçu.

1.1.2 Localização:

Praça Gilberto Gil, sn.º, Centro, município de Ituaçu, CEP 46640000.

1.1.3 Atos Constitutivos:

CNPJ № 14.106.280/0001-21, inscrito na Junta Comercial do Estado da Bahia.

1.2. Da Instituição

1.2.1 Denominação:

Creche Municipal Tia Clety

1.2.2 Local de funcionamento:

Praça Barão do Sincorá, snº, Centro, Ituaçu - Bahia, CEP 46640000.

1.2.3 Decreto de Criação: Nº 560 de 10/05/1990 (Câmara Municipal).

1.2.4 Código da Instituição: INEP- Censo nº : 29386594.

1.2.5 CNPJ da Unidade Executora Creche Mul. Tia Clety:10.858.484/0001-68.



1.3 DO ESPAÇO FÍSICO

O espaço físico da Creche Municipal Tia Clety deixa a desejar, pois a mesma funciona em uma casa adaptada, constituída de treze cômodos, sendo:

 Um salão principal que dá acesso a todas dependências da Creche, no qual encontra-se cadeirinhas em volta das paredes, um filtro, uma mesa grande, para diversas atividades (comemorações), um mural de avisos. As paredes estão pintadas com motivo do Sítio do Pica-pau Amarelo.

 Quatro salas de aula, sendo duas maiores e duas pequenas, todas bem ventiladas. Duas tem mesinhas para quatro alunos, uma (o pátio) tem três mesas e seis bancos compridos, cada um com capacidade para mais de sete crianças. Todas as salas oferecem poucas possibilidades de locomoção devido ao tamanho e a quantidade de alunos; a outra não possui mobiliário, só colchõnetes no chão para facilitar a locomoção, o arrastar das crianças na faixa etária entre um ano e um ano e 11 meses.

 Quanto à decoração das salas, variam de acordo ao projeto trabalhado pela turma.

 Uma diretoria contendo uma mesa e cadeira para diretora, um armário fechado no qual guarda-se materiais escolares, outro armário, tipo arquivo, onde se guarda produtos de limpeza, uma estante de aço onde se encontra a caixa da farmacinha, na qual guarda-se medicação de emergência e termômetro. Nessa estante encontra-se também pastas de alunos e freqüências de funcionários e alunos.

 Uma sala de professores contendo estantes com jogos paradidáticos e brinquedos, ambos organizados de acordo às idades; um espelho grande, fantasias, bem como material de apoio para os professores (livros, revistas, mimeografo a álcool, 2 televisões, dvd, microsistem, cds e dvd’s).

 Uma despensa (deposito de alimentos), com um freezer, uma geladeira e três estantes (com prateleiras) sendo uma para armazenar alimentos e as outras para panelas.

 Uma cozinha composta de uma pia, um fogão seis bocas, um armário para utensílios domésticos, uma mesa, um filtro e um purificador de água, um liquidificador, quatro baldes com tampas, sendo dois grandes para guardar pratos e copos e dois pequenos para talheres.

 Dois banheiros contendo louças sanitárias, sendo que um deles, ao lado do vestiário, tem chuveiro elétrico e foi adaptado com louças para acomodar às crianças menores.

 Um vestiário contendo dois guarda-roupas grandes, nos quais guarda-se, no maleiro, produtos de higiene pessoal, além de fraldas descartáveis. Nas outras divisórias guarda-se as toalhas, lençóis e os uniformes dos alunos, bem como os saquinhos confeccionados em tecido, organizados de acordo às classes, contendo o nome de cada aluno para que possam guardar as roupas pessoais após vestir os uniformes. Nesse ambiente encontra-se também colchões para a hora do repouso.

 O quintal possui pouco espaço, reduzindo a possibilidade de lazer. È todo encimentado, tem uma caixa d’agua sobre uma estrutura construída própria para isso, uma torneira para banho de mangueira no verão e um tanque para lavar roupa. (Os uniformes são lavados fora da instituição devido a falta de espaço para varal.)

Quanto ao espaço físico externo, a creche tem desenhado na fachada a turma do Sítio do Pica-pau Amarelo, bem como o nome da instituição. Sua calçada é bastante larga, toda revestida com piso de cimento, tem duas árvores, com galhos baixos nos quais as crianças se dependuram, armam balanços e brincam ao redor.

O fato da Creche Municipal Tia Clety não possuir parque não impede seus alunos de brincar em um parquinho, pois devido estar localizada próxima ao parquinho da Praça, os professores costumam levar seus alunos para brincar e gastar suas energias.

1.3.1 Aspecto físico do prédio e mobiliário

O prédio apresenta boa conservação, porém suas salas são pequenas demais, não possibilitando atender toda a demanda de crianças da sede, bem como dificulta o trabalho do professor ao desenvolver determinadas atividades. Necessita de adaptação para atender portadores de necessidades especiais (cadeirantes etc).

No mobiliário há carteiras de alunos sem condições de uso. Bem como faltam estantes nas salas e mesas para professores. Quanto aos equipamentos temos uma televisão em ruim estado de conservação.

Necessitamos de um liquidificador industrial, o que temos é pequeno e pouco potente. Precisamos também de microfone e caixas de som, bem como colchões.



2. HISTÒRICO DO NOME

Recebeu o nome de Creche Municipal Tia Clety, em homenagem a Clety da Silva Moraes, mulher de fibra, solteira ilustre que dedicou sua vida ao município de Ituaçu, exercendo, durante mais de quarenta anos, a função de parteira e enfermeira leiga, atendendo no município de Ituaçu e nas cidades circunvizinhas. Como prova de reconhecimento da população local, recebeu o título de cidadã Ituaçuense e também conquistou seu espaço no cenário político municipal.

De 1997 a 2000, exerceu o cargo de diretora da Creche, que traz seu nome, período em que se dedicou totalmente à instituição. Veio a falecer em 25 de janeiro de 2003, de enfarto, na cidade de Vitória da Conquista.

Hoje em dia somos 38 funcionários e 103 alunos. A direção é exercida pela professora Idelice dos Santos Oliveira e a coordenação pedagógica pela professora Adalcira Gonçalves Silva. Temos muito orgulho da Creche constituir-se em um espaço sócio-educativo integrado com as famílias.



3. DO NÍVEL DE EDUCAÇÃO E ENSINO

CRECHE E PRE ESCOLA : 0 A 4 ANOS

A Creche foi criada pelo gestor Paulo Antonio Ramos através do Projeto de Lei nº. 560, aprovado pela Câmara de Vereadores de Ituaçu no dia 10 de maio de 1990. Autorizada a funcionar como Educação Infantil (Creche e Pré-escola), destinada à cuidados e alimentação.

Atualmente a Creche exerce de forma indissociável atividades de cuidados, alimentação e atividades sócio-educativas. A Pré-escola foi transferida para outra instituição de ensino, permanecendo na instituição apenas as crianças até 4 anos, devido a solicitação de mães carentes que trabalham o dia todo e não tem com quem deixar as crianças. Para o ano de 2009 só serão matriculadas crianças até 03 anos.



4. FINALIDADES E OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL DA CRECHE

A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem por finalidade o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos: físico, psicológico, afetivo, intelectual, social, e cristão, complementando a ação da família e da comunidade.

Partindo dos objetivos da Educação Infantil e dos fundamentos que ancoram o presente Projeto Político Pedagógico é que a Creche define suas finalidades e os objetivos.

A CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY tem por objetivos, com base nas Constituições Federal e Estadual, nas Diretrizes e Base da Educação Nacional e nos Parâmetros Curriculares Nacionais para Educação Infantil e no Estatuto da Criança e do Adolescente, proporcionar aos alunos condições necessárias ao seu desenvolvimento integral, de maneira que a criança possa vivenciar, experimentar e construir conhecimentos, atitudes e procedimentos com o objetivo de desenvolver as seguintes capacidades:

 Construir uma imagem positiva de si, ampliando sua autoconfiança, identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades e agindo de acordo com elas;

 Identificar suas características pessoais, conhecendo progressivamente seu próprio corpo e as semelhanças e diferenças em relação aos outros;

 Adquirir confiança em suas capacidades;

 Identificar suas necessidades, desejos e sentimentos, expressando-os de forma a que sejam compreendidos;

 Identificar situações cotidianas de risco desenvolvendo hábitos e atitudes relacionadas à prevenção de acidentes, auto-proteção e defesa nas situações em que sejam exigidas;

 Adquirir hábitos e necessidades relacionados ao auto-cuidado e à higiene;

 Resolver pequenas tarefas relacionadas ao cotidiano, sendo capaz de planejar sua própria ação, dispondo-se a buscar soluções para os problemas que surgirem;

 Reconhecer-se como membro de pequenos grupos sociais (família, escola e etc.) e relacionar-se com os membros destes grupos;

 Reconhecer e cumprir regras básicas de convivência;

 Interessar-se pelas manifestações culturais diferentes das suas;

 Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências;

 Regular, de acordo com suas necessidades pessoais e da vida em grupo, o seu próprio comportamento em situações de vida diária e em situações especiais;

 Adquirir hábitos e atitudes de cuidado e respeito para com o outro e com o ambiente;

 Expressar-se nas diferentes formas de linguagem (musical, corporal, estética, simbólica, oral e escrita);

 Utilizar a linguagem oral como meio de comunicação e interação social;

 Expressar emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades, utilizando-se da linguagem verbal;

 Levantar e comunicar hipóteses;

 Desenvolver noções matemáticas por meio de situações lúdicas e cotidianas.

 Utilizar os conhecimentos adquiridos, analisando crítica e criativamente a realidade, participando dela de maneira coerente com os princípios democráticos, assumindo de maneira responsável seus papéis como membros da família, da comunidade e da sociedade;

 Adquirir independência intelectual através da apropriação do saber sistematizado conscientizando-se de que um conjunto de idéias e valores sempre permeia a execução de suas atividades, sejam elas quais forem;

 Participar de intercâmbio de experiências com a comunidade através de uma educação aberta à realidade;

 Participar do meio como agente de transformação social pela descoberta de respostas adequadas às exigências da época, colaborando para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.



5. DOS FINS E OBJETIVOS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Na construção de seu Projeto Político Pedagógico, em consonância com os princípios que regem as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY articula a subjetividade (vontade de conhecer, curiosidade das crianças) com a objetividade (condições existentes) para que, dialeticamente, sejam produzidas as descobertas e transformações necessárias. Neste contexto, parte sempre da crítica à proposta, da proposta à ação e da ação a uma nova crítica.

Admitindo que um Projeto Político Pedagógico tem consciência e clareza de que está pautado em determinada concepção de Educação e Ensino e a partir do conhecimento da realidade humana é que a CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY entende o problema dos valores, determinando seus objetivos e definindo prioridades.

Promover o homem significa torná-lo mais capaz de conhecer os elementos de sua situação e após a sua intervenção transformando-a ampliando a liberdade da comunicação e da colaboração entre os homens, A CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY assume, dentro dos seus limites, objetivos e na sua especificidade, a formação de atitudes inerentes à construção de determinados conceitos, explicitados em seus Planos e Currículo.

A proposta pedagógica da CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY visa à construção de uma sociedade justa e fraterna, permeada pelos valores da verdade, da justiça, da partilha, da solidariedade e da igualdade.

Todos os valores que norteiam o trabalho pedagógico da escola nutrem-se do princípio social da prática docente e não docente: o interesse em que o educando aprenda e se desenvolva por intermédio da assimilação ativa dos conhecimentos sócio-culturais e do processo de elaboração conceitual.

Tal princípio é operacionalizado na prática pela utilização dos resultados da ciência pedagógica, que tenta compreender como se desenvolvem e se formam os processos mentais superiores, assim como encaminham proposição de recursos metodológicos.

Os educadores da CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY, apoiados em valores autênticos e oferecendo aos alunos as condições efetivas de uma aprendizagem sistematicamente selecionada, cujo resultado é uma prática crítica e construtiva, deverá estabelecer a mediação entre conhecimento e aluno de tal modo que propicie a assimilação da cultura, objetivando o desenvolvimento das capacidades intelectuais e cognitivas de cada educando: capacidade de pensar coerentemente, de observar seletivamente, de analisar situações complexas, de produzir sínteses de diversos e variados elementos, de intuir, de criar.

Os conhecimentos adquiridos deverão explicar a realidade, possibilitando, ao educando, penetrar nos mistérios e conexões objetivas da realidade, desvendando-as, para que possa agir sobre ela transformando-a no sentido materialista histórico.

O Projeto Político Pedagógico da CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY fundamentalmente se apóia na pedagogia histórica e crítica, buscando um encadeamento lógico entre a dinâmica do desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos e de suas convicções, objetivos da aprendizagem e recursos metodológicos e da articulação crítica de todos esses elementos a um objetivo político.

A Proposta Política Pedagógica da CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY é uma proposta concreta, viva, discutida, decidida e sustentada pelos diferentes segmentos da comunidade escolar, com o propósito de superar a desarticulação e a fragmentação observadas constantemente na prática educativa: é uma proposta pedagógica construída por todos que atuam no cotidiano e que considera as questões relativas ao currículo, ao planejamento, à avaliação e funcionamento da escola como instituição social.

A Escola -Creche busca o trabalho educacional calcado no compromisso e na ética do educador como elemento pertencente a uma equipe com todas as suas responsabilidades na formação consciente do cidadão.



6. DOS FUNDAMENTOS DO PRESENTE PROJETO

6.1 PRINCIPIOS FILOSOFICOS:


Homem é visto enquanto um ser concreto e histórico, pois ele produz seus meios de vida. O que o homem é coincide, portanto, com a sua produção, tanto com o que produzem, como o modo como produzem. O que o homem é depende das condições materiais de sua produção. Por isso ele é histórico, pois ao desenvolver sua produção material e intercâmbio material, transformam também, com esta sua realidade, seu pensar e os produtos de seu pensar. O homem de hoje difere do homem de outrora, pois está imerso numa sociedade concretamente localizada num tempo e espaço determinados.

O mundo está em perpétuo movimento sujeito as múltiplas transformações realizadas pelo homem.

A educação é entendida e analisada sempre em uma realidade sócio-histórica específica sendo, portanto, provocadora de questionamentos e abrindo perspectivas para transformação, capaz de reproduzir e minar ao mesmo tempo as estruturas vigentes.



6.2 PRINCIPIOS SOCIOLOGICOS:

A História é aqui considerada enquanto conjunto das relações humanas ocorridas no movimento da estrutura social, num determinado tempo e espaço a partir das necessidades coletivas.

A cultura é compreendida enquanto síntese da relação homem-mundo e constituída pelo trabalho.

A escola é uma instituição social, com papéis determinados pela sociedade que mantém e reproduz as relações sociais de produção. Entretanto, é por meio dela que se pode ampliar a consciência para transformar essas mesmas relações sociais de produção.



6.3 PRINCIPIOS PSICOLOGICOS:

A aprendizagem mediada pela linguagem, tem papel fundamental no desenvolvimento humano. O “aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas” (Vygotsky/1991)

As funções psicológicas têm um suporte biológico, pois são produto da atividade cerebral; fundamenta-se nas relações sociais entre indivíduo e o mundo exterior, desenvolvendo-se num processo histórico. A relação homem-mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos.

A linguagem, portanto, é vista enquanto forma de interação especificamente humana e como sistema de signos culturalmente organizado. É mediadora entre o sujeito e o conhecimento, constitutivo do pensamento e da ação e responsável pela transformação das funções psíquicas elementares em funções psíquicas superiores (formação de conceitos).



6.4 PRINCIPIOS PEDAGOGICOS:

Ancorada na teoria crítica, a educação formal é vista enquanto instância que cria possibilidade para a ampliação da consciência, por meio da formação de conceitos científicos, com vista à ação transformadora.

A Educação Infantil não se restringe apenas para a preparação para o Ensino Fundamental, ela deve favorecer a construção do desenvolvimento moral, deve possibilitar o desenvolvimento integral, a emancipação futura da criança. A educação deve atender simultaneamente à formação do indivíduo e da sociedade.



7. DA ORGANIZAÇÃO E COMPOSIÇÃO CURRICULAR

A organização curricular da Educação Infantil é definida, pela CRECHE, em dois grandes âmbitos de experiência: Pessoal e Social. O âmbito Pessoal está organizado de forma a garantir o desenvolvimento de capacidades de natureza global e afetiva, no qual predomina a dimensão atitudinal das crianças, seus esquemas simbólicos de interação com os outros e com o meio, assim como a relação consigo mesma, tendo como objetivo que as crianças aprendam a conviver, a ser e a estar com os outros e consigo mesma em uma atitude básica de aceitação, de respeito e de confiança.

O âmbito Social relaciona o trabalho com a cultura, entendida de uma forma ampla e plural, acervos de produção simbólica, científica e social da humanidade, estruturada de maneira a oferecer as crianças conteúdos relativos as diversas dimensões da cultura, que sirvam como objetivo e apoio das aprendizagens específicas e sistematizadas, com finalidade formadora, de modo que as crianças possam apropriar-se delas.

Os dois âmbitos são operacionalizados no Plano Escolar e Planos de Trabalho dos Professores, onde a definição dos objetivos se traduz em termos de capacidade de ordem física, afetiva, cognitiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social.

CAPACIDADES DE ORDEM FÍSICA – remetem a possibilidade de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, ao auto-conhecimento, ao uso do corpo na expressão das emoções, ao deslocamento com segurança.

CAPACIDADE DE ORDEM COGNITIVA- remetem ao uso e apropriação de formas de representação e comunicação e a resolução de problemas.

CAPACIDADES DE ORDEM AFETIVA – remetem às motivações, à auto-estima, as atitudes no convívio social, à compreensão de si mesmo e dos outros.

CAPACIDADES DE ORDEM ESTÉTICA - remetem à possibilidade da produção artística e apreciação da produção artística de diferentes culturas e diferentes tempos históricos.

CAPACIDADES DE ORDEM ÉTICA – remetem à possibilidade de construção de valores que norteiam a ação das crianças.

CAPACIDADES DE RELAÇÃO INTERPESSOAL – remetem à possibilidade de estabelecer um convívio social que envolva produzir, dividir e aprender com os outros; implica aprender a conviver com as diferenças de temperamentos, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura, etc.

CAPACIDADES DE INSERSÃO SOCIAL – remete à possibilidade de cada criança perceber-se como membro de um grupo, de uma comunidade, de uma sociedade, com possibilidade de participação e responsabilidade com a vida coletiva.

Os conteúdos desenvolvidos na Educação Infantil estão embasados na concepção que se tem de conteúdo como instrumento de análise da realidade e concretização dos propósitos da Creche. Assim, os conteúdos são entendidos como meios para que as crianças exercitem sua maneira própria de pensar e ser, ampliando suas hipóteses acerca do mundo ao qual pertencem. Os conteúdos devem envolver todos aqueles conhecimentos considerados essenciais para o convívio e inserção social, para o desenvolvimento pleno da pessoa humana para a ampliação do universo cultural, o que contempla três categorias de análise da realidade: conteúdos conceituais, conteúdos procedimentais e conteúdos atitudinais.

O educador deve ter em mente no seu planejamento, que o trabalho contemple conteúdos provenientes destas três categorias, embora não se diferenciem desta forma nas atividades propostas para as crianças.

Os conteúdos conceituais referem-se à construção ativa das capacidades intelectuais para operar com símbolos, idéias, imagens e representações que permitem organizar a realidade.

Os Conteúdos procedimentais, referem-se ao SABER FAZER. A aprendizagem de procedimentos está diretamente relacionada à possibilidade da criança construir instrumentos e estabelecer caminhos que lhe possibilitem a realização de suas metas. Implica em saber operar, basicamente com objetivos e com informações. A aprendizagem de procedimentos constitui-se em um importante componente para o desenvolvimento das crianças, relaciona-se a um curso de decisões de ordem interna. Assim, desenvolver procedimentos significa apropriar-se de ferramentas da cultura humana necessárias para viver.

A aprendizagem de procedimentos deve-se inserir em uma rede de significados mais ampla, na própria estrutura cognitiva das crianças. Cada procedimento aprendido representa um novo conhecimento e como tal está vinculado a outros conhecimentos que compõe a estrutura cognitiva da criança.

Os conteúdos atitudinais tratam de valores, das normas e das atitudes. Para que se possam ensinar conteúdos atitudinais, os profissionais da Creche refletem sobre os valores que são transmitidos cotidianamente e sobre os valores que se quer desenvolver.



EIXOS DE TRABALHO DA EDUCAÇAO INFANTIL NA CRECHE MUNICIPAL TIA CLETY:



7.1 IDENTIDADE E AUTONOMIA

A construção da identidade e autonomia refere-se ao progressivo conhecimento que as crianças vão adquirindo de si mesmas, a auto-imagem que através deste conhecimento se vai configurando e à capacidade para utilizar recursos pessoais de que disponha a cada momento.

Na Educação Infantil, fomentar a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças pequenas significa media-las a progredir na definição da própria identidade, no conhecimento e na valorização de si mesmas.

Procura-se, então, criar um ambiente conhecido e seguro para elas, no qual todas as pessoas são chamadas pelos nomes e pouco a pouco se tornam referências.

Considera-se que as situações educativas que a criança vive na Creche Municipal Tia Clety, as maneiras como as educadoras tratam essas atuações serão muito importantes na formação dos conceitos de si mesmas.

Na Creche Municipal Tia Clety, quando as crianças aprendem, por exemplo, a ordenar um joguinho, a brincar com carrinhos, estão também aprendendo muitas coisas sobre elas mesmas permitindo-lhes formar uma opinião sobre si.

Portanto, a construção de uma auto-imagem positiva requer que, na Creche, as crianças tenham experiências em situações que lhes permitam ganhar confiança em suas capacidades e que sejam vistas como crianças com possibilidades. Isso dá segurança, que é um elemento básico para atrever-se a explorar novas situações, novas experiências. É importante observar que não se trata de renunciar à exigência e ao controle, e sim, de direcionar a um contexto comunicativo, afetuoso e respeitoso.

“Trata-se de combinar as metas com a realidade para superá-Ias, a correção com o encorajamento, o reconhecimento dos limites com as possibilidades.”



7.2 LINGUAGEM ORAL E ESCRITA

A linguagem verbal é o instrumento básico da comunicação e representação dos seres humanos e é o que nos identifica como tal. Desde a infância até a vida adulta, a linguagem é o verdadeiro motor do pensamento, o que nos permite ativá-Io e organizá-Io.

Na Educação Infantil, o enfoque de trabalho da língua oral deverá ser basicamente procedimental, isto é, a maioria dos conteúdos que as crianças aprendem são procedimentos de utilização da língua, através dos quais aprendem atitudes e conceitos relacionados com a linguagem.

Os trabalhos de iniciação à língua escrita estão relacionados aos aspectos comunicativos da língua: a escrita serve para saber coisas, para divertirmo-nos, para estarmos informados, para aprender, para conhecer a marca de um produto, etc. Procura-se apresentar às crianças propostas para que ela utilize a escrita em situações que tenham sentido, falar e dar informações sobre a língua escrita em situações significativas para a maioria das crianças (livrinhos de pré-Ieitura ou de pré-escrita, receitas, listas, músicas, parlendas, bilhetes, poesias...).

Quando se toma a escrita em sua totalidade, temos, em jogo, o conhecimento sobre as diferentes formas de discurso: as diferentes circunstâncias de uso e os diferentes formatos que podem tomar os textos escritos. Tem-se ainda, um sistema codificado que permitirá que pessoas possam se comunicar por escrito. No caso de nossa língua trata-se de um sistema alfabético. Se o tomarmos em separado de seu uso, tratamos o sistema alfabético como um código e se transforma em uma habilidade, uma mera técnica. Se o tomarmos, entretanto, como fundamental para o processo de comunicação na língua escrita e se, entendermos a produção de textos como ponto de partida (e de chegada) de todo o processo ensino/aprendizagem desse objeto, o código alfabético passa a ser um sistema de representação. Produzindo e lendo textos, ainda que não de acordo com as convenções desse sistema, as crianças estarão sendo convidadas a refletir sobre a escrita em sua totalidade, sobre o sistema de representação e as formas que ganha esse sistema a depender do uso que dele se faz. O código alfabético deixa de ser um sistema fechado e ganha vida.

Segundo Emília Ferreiro, são três os períodos básicos do processo de compreensão do nosso sistema de representação:

• No primeiro, a criança começa a diferenciar a escrita e outros sistemas de representação, principalmente do desenho. Neste período a escrita passa a ser considerada um objeto substituto, portanto um sistema de representação.

• O segundo período é caracterizado pela busca por parte das crianças, de certas propriedades de legalidade no eixo quantitativo, que deve ter a escrita. As crianças pensam que a escrita deve ter um mínimo de caracteres (geralmente dois ou três) para que diga algo. No eixo qualitativo, cada produção escrita deve ter uma variedade interna, isto é, os caracteres devem ser diferentes.

• O terceiro período começa precisamente quando a criança corresponde partes sonoras. Implica em atribuir uma letra para cada sílaba. No eixo qualitativo, a criança começa a colocar letras semelhantes para partes sonoras parecidas. As contradições existentes neste período fazem com que um novo processo de construção seja iniciado. A criança passa por um período de transição em que se mesclam idéias características do período silábico e do sistema alfabético, até que possa escrever de maneira sistemática, atribuindo as letras necessárias para representação dos fonemas necessários.



7.3 MATEMÁTICA:

O trabalho no âmbito da matemática, na idade pré-escolar, ajuda a criança a compreender, a ordenar a realidade (as características e as propriedades dos objetos) e também a compreender as relações que se estabelecem entre os objetos (semelhança, diferença, correspondência, inclusão, etc.).

Os conteúdos relativos à linguagem matemática que serão desenvolvidos na Educação Infantil da Creche Municipal Tia Clety são:

• A análise das propriedades dos objetos e das relações que podemos estabelecer.

• Ao ordenar, classificar e comparar os objetos, as crianças aprendem conceitos, semelhanças e diferenças e começam a conceitualizar as formas, as cores, as propriedades dos objetos.

• O início da quantificação

• Conhecimento dos quantificadores (tudo, nada, nenhum, pouco, muito, mais, menos, etc.).

• Conhecimento da série numérica.

• A resolução de situações-problema.

• A medida do espaço (longe, perto, aqui, ali) e a medida do tempo (ontem, hoje, antes, depois, etc.)

• A representação do espaço.

• Nesta idade as crianças já começam a identificar as formas geométricas e reconhecê-las no espaço imediato.



7.4 ARTES

A partir dos dois anos de idade, as crianças estão muito interessadas em atividades que permitam a representação plástica. No início pintam e fazem rabiscos por simples prazer. Aos poucos, dão-se conta que podem representar a realidade de maneira que cada vez possa ser mais reconhecida e os seus desenhos vão se tomando mais fiéis à realidade. As principais capacidades que se desenvolvem através das plásticas são:

• Formação de conceitos: a observação e a análise da realidade servem para ampliar os conceitos.

• Habilidade manual.

• Imaginação e fantasia.

Para desenvolver essas capacidades, parte-se das elaborações próprias das crianças para que possam ir melhorando-as e ampliando-as através da observação da realidade e da mediação e comentários das professoras, bem como da apreciação de suas próprias obras e de artistas famosos.

Conceitos como “figurativo” e “abstrato” podem ser apresentados à criança desde a educação infantil por intermédio de imagens, e sua assimilação dar-se-á por aproximações sucessivas. São exemplos de respostas dos alunos que passam pelo momento conceitual, para definir o figurativo e o abstrato, “o tudo direitinho” e o “tudo bagunçado”.

Os procedimentos (“conjunto de ações ordenadas e orientadas para a consecução de uma meta”) são aprendidos quando executados. Os alunos aprenderão procedimentos de pintura, desenho, gravura, modelagem, colagem, etc. O papel do professor será o de garantir oportunidades constantes para tais exercícios e apoiar o aluno em seus afazeres, levando-o à autonomia progressiva na execução das tarefas.



7.5 MOVIMENTO

Nesta fase de desenvolvimento, as crianças têm grande necessidade de explorar o espaço, de exercitar o movimento de seu corpo e de conhecer os objetos que existem à sua volta, mas antes de explorar os objetos faz-se necessário explorar o próprio corpo. Iniciamos a partir do esquema corporal global e segmentar - perceber partes do corpo e conhecer sua dominação, explorando e ampliando habilidades básicas quanto à:

- manipulação (arremessar, receber, chutar, segurar, transportar)

- locomoção (andar, correr, saltar, marchar, saltitar)

- equilíbrio (giros, apoios, rolamentos)

Estrutura espacial – apreciação do espaço corporal, localização, direção (frente, atrás, lado, subir, descer), coordenação dinâmica geral e específica.

Orientação temporal – duração, pausa, antes, durante, depois, sucessão, simultaneidade e estrutura rítmica.

Exploração de diferentes materiais (bola, arco, corda, túnel, rolos, bamboles, etc.)

Jogos recreativos (regras básicas) – morto-vivo, estátua, labirinto, mini-basquete, pega-bolinha, cubos coloridos, caça as cores, procure o par, cobra cega, pega-pega, história representada, etc.

Para realizar tais atividades há cuidados em relação ao espaço e materiais, evitando possíveis perigos. São propostos momentos de jogos espontâneos, brincadeiras livres e também situações em que as professoras conduzirão à atividade, tais como:

Oficinas de Percurso Lúdico Motor: São os movimentos e brincadeiras exploratórias (saltar, correr, arremessar) desenvolvidas pelas próprias crianças que podem ocorrer tanto de forma individual como em pequenos ou grandes grupos. O foco desta proposta está no trabalho com autonomia e escolha, para que o aluno possa desenvolver um percurso lúdico e criador.

Um dos aspectos essenciais deste eixo de trabalho está relacionado ao fato das crianças hoje possuírem poucos momentos para se movimentar e brincar livremente.

Circuitos Motores na Educação Infantil: São o conjunto ou série de habilidades relacionadas com o deslocamento, o equilíbrio e a manipulação realizadas pelas crianças com diversos materiais, na intenção de repetir um trajeto previamente determinado. É realizado com a colocação de materiais como mesas, bancos, colchões e também com materiais que foram adquiridos especialmente para os circuitos.

No circuito a criança percebe o seu corpo e o movimento com precisão, e mobiliza-os de múltiplas formas no espaço. Quem realiza um circuito se depara com desafios em obstáculos às vezes fáceis ou não, que aos poucos constroem suas habilidades, ao mesmo tempo em que se depara com situações de insegurança, respeito e cooperação com o outro (controlar o medo, esperar a vez sem empurrar, ajudar o outro, etc.)



Jogos e Brincadeiras de Movimento

Os jogos e brincadeiras de movimento são atividades que através de vários gestos (saltos, corridas, lançamentos, equilíbrios, chutes, etc.) estimulam o desenvolvimento do corpo e do movimento.

Consideram-se esses jogos importantes para a produção do conhecimento, para o desenvolvimento da moralidade, da afetividade, do corpo e do movimento das crianças, além de serem situações desafiadoras e significantes. As professoras estão sempre preocupadas em construir um ambiente sócio-moral e afetivo positivo, não privilegiando a competição, não selecionando e excluindo os participantes nos jogos, não admitindo risos, gozações e humilhações. Há também muito cuidado em propor jogos que não ponham em risco a integridade física da criança.



7.6 NATUREZA E SOCIEDADE

É importante para a formação integral de nossos alunos que as crianças encontrem no ambiente educativo desde cedo, um espaço vivo de informações sobre diferentes conteúdos que compõem o universo de conhecimentos construídos pelos homens em sociedade, dentre eles estão àqueles organizados pelas Ciências Sociais e Ciências Naturais.

As orientações didáticas desses conteúdos consideram aspectos referentes à estrutura de cada disciplina, atentam para as limitações e peculiaridades do desenvolvimento cognitivo do aluno desta faixa etária e preocupam-se com os métodos para transmitir os conhecimentos.

Considerando os resultados das pesquisas piagetianas sobre as formas como se desenvolve o conhecimento e a noção de tempo na criança, antes dos sete anos, a ênfase curricular deve acontecer sobre temas da vida cotidiana, isto não significa, entretanto, que não possam ocorrer temas da história, tratados recortados no tempo.

Nas classes do Infantil, de acordo com essa orientação, trabalharemos com projetos e sub-projetos, cujos temas focará a vida cotidiana bem como fenômenos históricos tomados em um determinado momento.



As crianças, desde muito cedo, já desenvolvem idéias sobre o mundo natural que os rodeia. Têm experiências a respeito do que acontece quando deixam cair, empurram, apertam ou arremessam objetos, e assim constroem idéias e expectativas relacionadas com a forma como os objetos são percebidos e como eles se movem. Da mesma maneira, desenvolvem idéias sobre outros aspectos do mundo que as rodeia por meio de experiências, por exemplo, com os animais, as plantas, a água, a luz e as sombras e os brinquedos... (DRIVER, Rosalind; SQUIRES, Ann; PETER, Wood – Dando sentido para a ciência: pesquisando as idéias das crianças. (Visor. Madrid, 1999).



Um dos objetivos da Creche Tia Clety dentro deste eixo é que as crianças construam uma idéia ampla do universo científico, que saibam que ele inclui diversos assuntos e também que tenham uma postura investigativa, curiosa frente a eles. Não importa o tema discutido, conquanto que faça as crianças pensarem sobre o objeto Ciências, que amplie seu conceito do que ele abrange e que aumente o número de fatos e fenômenos que a criança possa observar, relacionar, tornando o conhecimento cada vez mais significativo. Nessa área optamos por alguns temas para desenvolver projetos.



7.8 MÚSICA

Na Educação Infantil, as crianças começam a vivenciar ritmos, gestos, jogos motrizes através de canções e danças. Os conteúdos são organizados em dois blocos:



a) O Fazer Músical

• Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança.

• Repertório de canções para desenvolver memória musical.

• Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade na organização e realização de algumas, produções musicais.

b) Apreciação Musical

• A apreciação musical refere-se à audição e à interação com músicas diversas:

• Escrita de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países.

• Informações sobre as obras ouvidas e seus compositores.



7.9 ENSINO RELIGIOSO

O Ensino Religioso procura proporcionar condições para que o aluno, apoiado e iluminado pelos valores do perdão, do amor e do respeito, tome consciência do que dá sentido à vida, tenha uma visão de mundo, de si mesmo e de Deus. Educar o coração levando em conta a religiosidade e respeitando o pluralismo religioso.

Deste modo, o Ensino Religioso da Creche Tia Clety visa à educação plena do aluno, à formação de valores fundamentais através da busca do transcendente e da descoberta do sentido mais profundo da existência humana, uma educação centrada para a vida.

Tendo sempre presente uma atitude de respeito e valorização da diversidade cultural e religiosa, as aulas de Ensino Religioso são momentos privilegiados para as informações e orientações sobre os aspectos referentes ao desenvolvimento da espiritualidade humana. De maneira clara e tranqüila, o trabalho é realizado através de histórias bíblicas, especialmente as parábolas, onde as crianças podem participar na dramatização e reflexão, possibilitando melhor compreensão. Além disso, as histórias, contos, vídeos que enfatizam os valores relacionados à convivência, partilha, amor, solidariedade, justiça, são materiais de grande utilização. Também são organizados momentos para a experiência e convivência mais concreta dos assuntos abordados em sala de aula, tais como: atividades de integração, confraternização e partilha com outras turmas da educação infantil, gestos concretos de solidariedade através de campanhas na Páscoa, dia das crianças e Natal.



8. METODOLOGIA

O Projeto Poítico Pedagógico da Creche Municipal Tia Clety leva em conta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB 9.394/96, a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o disposto nos Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil- RCNs. Sua metodologia de ensino está baseada na proposta construtivista, ou seja, o objetivo é levar a criança a explorar e descobrir todas as possibilidades do seu corpo, dos objetivos, das relações, do espaço e através disso, desenvolver a sua capacidade de observar, descobrir e pensar. As Atividades são programadas a inserir o conteúdo a ser trabalhado dentro de atividades lúdicas, de modo a alcançar o objetivo da Creche.

A Creche Municipal Tia Clety adota a metodologia pedagógica sócio-construtivista. Busca-se a integração da criança através do desenvolvimento dos aspectos biológicos, psicológicos, intelectuais e sócio-culturais, bem como propiciando a formação de esquemas mentais necessários para a aquisição de conhecimentos, para continuidade do processo educacional, em termos de Ensino Fundamental.

A metodologia deverá estar sempre coerente com os princípios filosóficos, sociológicos, psicológicos, pedagógicos assumidos pela escola. Sendo assim o professor tem um papel fundamental, pois através de sua ação, é mediador do processo ensino/aprendizagem/desenvolvimento do aluno, rumo a sua própria autonomia. Ele é responsável pela intencionalidade educativa presente nas relações existentes, através de um planejamento, de acompanhamento e de constante avaliação.

Nesta perspectiva o professor é um constante pesquisador e estudioso, sempre em busca de conhecimentos para seu desenvolvimento pessoal e profissional, possibilitando tornar-se participe na elaboração e execução do projeto pedagógico da escola. O professor deve ter bastante claro que os princípios que regem seu fazer estão diretamente relacionados com os princípios de cidadania que estarão sendo construídos pelas crianças. Desta forma é fundamental buscar a coerência entre o ideal de formação que se quer alcançar e os procedimentos assumidos pelo docente enquanto ser individual, social, profissional e político na efetivação de seus objetivos, seus valores e seus ideais, para que possamos almejar uma realçando o que esta sociedade tem de melhor, seu potencial humano.

Torna-se fundamental o processo de elaboração conceitual por parte do aluno que dependerá da diversidade e qualidade das experiências interacionais vividas. Cabe ao professor essas relações sempre mediadas pela linguagem, ricas de vivência, observação, levantamento de hipóteses, transferências, exploração, manipulação, criatividade, identificação reconhecimento, participação, comparação, análise/síntese, generalização, sensibilização e reflexão, contribuindo para a construção de seu próprio conhecimento através de um processo dialético, onde tenha possibilidades de perceber as diferentes realidades, a história, o todo, as relações, o movimento e as contradições existentes.



8.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

As brincadeiras integradas aos conteúdos sócio-culturais serão os elementos dessa mediação Sujeito/Conhecimento. Neste sentido, trabalhar com projetos cujos temas trazem os conteúdos da cultura, através da ludicidade, significa partir da vivência cotidiana do aluno, do que realmente tem significado para ele. Pois, a criança logo que nasce começa a relacionar-se com o mundo em que vive, passa a conhecer e conviver com pessoas e coisas a partir do momento que tem a oportunidade de interagir com elas brincando. Assim, brincar é essencial para a criança, pois é um exercício preparatório para as atividades futuras. “Brincar é a fase mais importante da infância - do desenvolvimento humano neste período – por ser a auto-avaliativa representação do interno – a representação de necessidades e impulsos internos” (FROEBEL apud KISHIMOTO 2002, p. 68). Segundo esse autor é brincando que crianças tentam compreender seu mundo ao reproduzir situações observadas por elas. Nesse sentido, o brincar é de suma importância para a formação integral das crianças, pois, brincando e jogando elas aprendem de forma lúdica, interagindo com o natural, social e cultural, adquirindo autonomia para ser e conviver. Nesse sentido, entender as brincadeiras e saber utilizá-las junto às crianças é imprescindível aos educadores, pais ou qualquer pessoa que atue junto a essa faixa etária.

Nessa metodologia é fundamental a formação, a curiosidade, a apropriação; e as interações (aluno/aluno; aluno/conteúdo; aluno/professor; professor/aluno) objetivam mediar o conhecimento a ser perseguido através de um encadeamento entre o desenvolvimento das capacidades cognoscitivas (objetivos/conceitos) articuladas criticamente com objetivos políticos. A produção e apropriação de conhecimentos adquirem relevância nesta metodologia de projetos pelo fato de não excluir o aluno do processo de produção.



9. PAPEL DO PROFESSOR

O papel do professor é de mediador do conhecimento. A própria palavra professor quer dizer “aquele que professa, ou seja, aquele que possui uma missão: a de formar pessoas”.

Saviani escreve no seu texto Escola e Democracia (1983) “o professor deve antever com certa clareza a diferença entre o ponto de partida e ponto de chegada do processo educativo”... “Sem o que não seria possível organizar e implementar os procedimentos necessários para se transformar a possibilidade em realidade”.

A intencionalidade educativa deve assumir um caráter de premeditação – planejamento prévio, acompanhamento e avaliação – que vai muito além daquele encontrado na família ou outras instâncias educativas. O sucesso da interação é que vai medir a eficiência da instituição, visto ter sido criada com a finalidade de formalizar os processos educativos.

Sintetizando, na classe, o professor tem um papel importante, pois ele planeja, viabiliza, propõe, coordena e avalia o processo de realização das atividades desenvolvidas. Sendo assim os projetos são elaborados pelos professores de cada Recanto juntos à coordenação pedagógica. São resultados da interação dos professores sobre a análise dos objetivos e conceitos e das informações sobre os interesses e necessidades do seu grupo.

Durante o desenvolvimento das atividades o professor deve estar atento para que, na medida do possível ,seus alunos reflitam, repensem e refaçam o que for preciso. O professor deve questionar e desafiar seus alunos para que estes levantem dados, hipóteses, e procurem encontrar formas para realizar o que foi proposto.

É fundamental estar atento ao momento de construção social do conhecimento, para o qual todos contribuem. Orquestrar estas contribuições individuais, numa perspectiva coletiva, elevando o conhecimento a níveis mais elaborados, é um dos papéis mais importantes do professor.



10. PAPEL DO ALUNO

O homem é um ser social, contextualizado no tempo e no espaço, produtor da sua história e agente transformador. Seu crescimento e desenvolvimento estão articulados aos processos de apropriação de conhecimento disponível em sua cultura. Com base nestes e em outros princípios o papel do aluno não poderia deixar de ser interativo, envolvido e co-responsável por todo trabalho desenvolvido na creche.



11. PAPEL DA ESCOLA

Escola é vida, onde o aluno experiencia diferentes relações e interações com o mundo de maneira contextualizada, sem perder de vista sua totalidade, contradições e transformações. Através destas interações, mediadas pelo professor, os conhecimentos significativos vão sendo apropriados pelas crianças.

A escola é uma instituição onde cada etapa tem valor por si mesmo e que deve responder às transformações que os alunos vivem e com as que relacionam a vida diária sem perder de vista seu compromisso político com o saber e com as transformações.



12. CONCEPÇÃO DE CONHECIMENTO

O Projeto Político/Pedagógico da Creche Municipal Tia Clety traz uma nova concepção de Creche, na qual, cuidados e educação são elementos indissociáveis. Tem relevância significativa e política na comunidade, é contextualizada no tempo e no espaço, integrada com uma visão dialética (totalidade, contradição e movimento). Na sua visão o conhecimento não é linear, portanto, é complexo, privilegiado todos os aspectos que o formam.



13. CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO

A Creche tem como ponto de partida, em sua estrutura e organização curricular, os conhecimentos que o educando já possui, ampliando-os e organizando-os rumo à apropriação do conhecimento historicamente acumulado, num processo de elaboração de conceitos, possibilitando que o educando se perceba enquanto sujeito histórico/social. O eixo, portanto, da estrutura e organização curricular, é a constituição da linguagem do educando, de seu pensamento, na interação com o outro e com o mundo.

Baseado nos conceitos e objetivos (saber, saber fazer, saber ser) o currículo busca uma visão de totalidade, contradição e movimento, sendo flexível e contextualizado no tempo/espaço por meio das áreas do conhecimento.



14. CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO

A avaliação processual possibilita ao aluno perceber seus avanços, reconstruir seu caminho, aprender com seus erros; permite ao professor avaliar sua prática (o que, por que, como) e replanejar sua ação.

A avaliação, portanto, é considerada como parte das atividades, momento nos quais as ações dos alunos revelam o nível de elaboração no seu processo de aprendizagem/desenvolvimento, norteando a necessidade da nossa intervenção e reflexão sobre a nossa própria ação. Sendo assim, o “erro” ou “acerto” são sinais de aprendizagem que norteiam o fazer do ensino. Nessa concepção as produções dos alunos se transformam, progridem enquanto ocorre o processo de aprendizagem.

Na avaliação os objetivos assumem o papel primordial, pois só um fazer consciente pode saber onde deseja chegar.

Outro aspecto importante nesta concepção é o registro. É preciso que ele seja eficaz, vivo, revelador das ações dos alunos em situações significativas elaboradas pelo professor. A avaliação, desta forma, é um instrumento para a formação contínua, não somente do aluno, mas também do trabalho desenvolvido pelo professor.



15. ATIVIDADE ORIENTADORA DE ENSINO

É o conjunto articulado da intencionalidade do educador que lançará mão de instrumentos e de estratégias que lhe permitirão uma maior aproximação entre os sujeitos e o objeto de conhecimento.

A atividade é orientadora porque o professor parte do pressuposto de que o resultado final da aprendizagem é fruto das ações negociadas e tem consciência de que não domina o conjunto dos fenômenos da classe. Por isso, elege uma orientação geral que possibilita saber a direção a ser seguida para um ensino significativo. O professor é o organizador da atividade e por isso sabe o que está em jogo no espaço da sala de aula: os conceitos; as principais dificuldades em elaborá-lo; as respostas que indicam como está caminhando o processo de elaboração e as solicitações necessárias para redirecionar a busca de um nível mais avançado de conhecimento.



16. PRÁTICA SOCIAL

No momento em que um conhecimento proximal passa a ser real as convicções iniciais vão sendo superadas e outras mais complexas vão sendo construídas. As novas aprendizagens passam a fazer parte dos esquemas de conhecimento dos alunos e vão servir de conhecimento prévio para outras situações de aprendizagem.

Quando a aprendizagem acontece, surgem novas possibilidades de desenvolvimento e vice-versa, influenciando a maneira do aluno ver, sentir, conhecer, agir e transformar.

Os projetos integrados de áreas podem ser planejados para cada RECANTO respeitando e atendendo as necessidades de cada faixa etária.





RECANTO AMARELO

9 meses a 1 ano e 11 meses

Objetivos:

Ao final deste ciclo espera-se que os alunos sejam capazes de:

• Responder a estímulos visuais, auditivos e táteis;

• Pegar objetos intencionalmente; bater palmas; pôr, tirar e empilhar objetos; rolar, rastejar, engatinhar, sentar e andar sem apoio; subir e descer com apoio; puxar e empurrar; lançar e pegar;

• Localizar partes do corpo;

• Comer alimentos sólidos;

• Imitar expressões corporais e sons produzidos pelos adultos;

• Comunicar-se usando linguagem corporal: gestos e expressões faciais;

• Comunicar-se usando linguagem verbal: “falar” pequenas frases;

• Reconhecer objetos e pessoas pelo nome;

• Compreender o que é falado, sinalizando com ações;

• Reconhecer objetos, figuras, fotos, pessoas e situações da rotina, pelo nome;

• Participar das brincadeiras e atividades de rotina;

• Explorar brinquedos, objetos e espaços;

• Interagir com a própria imagem no espelho;

• Demonstrar iniciativa e insistência para atingir o que deseja;

• Ajudar na realização de pequenas tarefas;

• Lidar com limites - contato com o que é permitido e proibido.





RECANTO VERMELHO

2 anos a 2 anos e 11 meses

Objetivos:

Ao final deste ciclo espera-se que os alunos sejam capazes de:

• Correr, saltar, chutar, subir e descer, pedalar, dependurar, balançar, andar de diferentes formas;

• Utilizar apoio das mãos na queda;

• Perceber-se e locomover-se em diferentes espaços;

• Experimentar soluções em jogos e atividades motoras;

• Pôr e tirar, empilhar, encaixar, rolar, transvazar;

• Reconhecer e nomear partes do corpo;

• Reconhecer a própria imagem;

• Reconhecer o outro;

• Perceber-se diferente do outro;

• Nomear objetos e elementos do meio natural, social e pessoal; • Comunicar-se usando, além da linguagem corporal, frases simples;

• Fazer “leituras” a partir de imagens (identificar, descrever, evocar a memória, contar partes de histórias conhecidas);

• Participar de atividades que envolvem pergunta e resposta;

• Participar de brincadeiras coletivas (regras);

• Participar de brincadeiras de faz-de-conta (com adulto);

• Explorar diferentes materiais e situações;

• Explorar e reproduzir sons e ritmos com objetos, brinquedos e instrumentos musicais;

• Cantar trechos de músicas;

• Acompanhar e reproduzir gestos, ritmos e expressões corporais;

• Interagir com adultos e crianças;

• Participar das atividades com iniciativa e independência;

• Perceber diferentes estratégias para brincar, solucionar desafios e disputas;

• Ter contato com regras de convivência;

• Lidar com regras, limites, orientações, restrições e emoções;

• Aprender atitudes de cooperação (ajudar, emprestar, trocar) e respeito;

• Substituir gradativamente a linguagem corporal pela linguagem verbal.



RECANTO VERDE

3 anos a 3 anos e 11 meses

Momento de estruturação das habilidades e dos conhecimentos explorados e adquiridos no ciclo anterior.

Objetivos:

Ao final deste ciclo espera-se que os alunos sejam capazes de:

• Expressar-se claramente, sem ajuda;

• Participar de conversas;

• Realizar leituras de imagens;

• Fazer perguntas;

• Relatar fatos e histórias com seqüência lógica;

• Substituir gradativamente a linguagem física pela verbal nas situações de disputa;

• Recontar histórias e fatos com seqüência (começo, meio e fim);

• Participar de brincadeiras de faz-de-conta;

• Assumir diferentes papéis nas brincadeiras;

• Explorar diferentes formas de brincar;

• Explorar diversos riscadores;

• Realizar traçados com intenção de representar objetos, pessoas, idéias, palavras, histórias, etc.;

• Diferenciar desenhos, letras e números;

• Desenhar a figura humana;

• Respeitar os limites da folha nas produções gráficas e plásticas;

• Reconhecer a linguagem escrita;

• Reconhecer a escrita do próprio nome.

• Expressar-se claramente, sem ajuda;

• Relatar textos, fatos e histórias com seqüência lógica;

• Realizar leituras de imagens;

• Criar diferentes cenários e assumir diferentes papéis em jogos e brincadeiras;

• Respeitar os limites da folha, margens e linhas;

• Participar de atividades em grupo;

• Esperar a vez de falar;

• Falar em voz baixa;

• Ouvir o outro até o final;

• Participar da organização do espaço coletivo e individual;

• Utilizar a independência motora para realizar diferentes atividades (higiene corporal, organização de material, alimentação, etc.);

• Locomover-se e localizar-se nos espaços conhecidos de forma independente;

• Utilizar noções matemáticas (quantidade, conservação, classificação, seqüenciação e número) em situações cotidianas (distribuição de material, participação em jogos);

• Manifestar seus sentimentos, desejos e necessidades por meio de conversa em substituição à linguagem física (sem bater).



17. QUADRO FUNCIONAL:

O quadro funcional é composto pelos seguintes profissionais:

• 01 Diretora - 40 hs

• 01 Coordenador pedagógico* – 20hs

• 20 Professoras –18 com a carga horária de 20 horas e 1 com 40 horas semanais.

• 02 Cozinheiras (01 em cada turno)

• 02 auxiliares da cozinha (01 em cada turno)

• 04 auxiliares de serviços gerais (02 por turno)

• 04 auxiliares do vestiário (02 por turno)

*Funcionária do estado, municipalizada.



17.1 Grau de Instrução:

Nível superior – Pedagogia – Diretora, coordenadora e 02 professoras.

Magistério - 11 professoras

Normal superior – 01 professora (graduando)

Docência – 01 professora (graduando)

Formação geral – 01 professora

Ensino Fundamental completo- 03 professoras



17.2 QUADRO 1 RECANTOS DA CRECHE

CLASSES IDADES PROPORÇÃO PROFESSOR/ALUNO




RECANTO AMARELO 01 ano 24 alunos = 1 : 8

RECANTO VERMELHO 02 anos 40 alunos = 1 : 10

RECANTO VERDE (2 turmas) 03 anos 40 alunos = 1 : 10





17.3 QUADRO 2 - EDUCADORAS DA CRECHE

RECANTO AMARELO

MATUTINO (8-12h)

Alcione

Ana Maria

Girlene

Rita Silvânia



VESPERTINO (12-17h)

Rita Silvania

Noélia

Risoleide



RECANTO VERMELHO


MATUTINO (8-12h)

Elma

Marluce*

Helena

Michelle



VESPERTINO(12-17h)

Ana Carolina

Ângela

Edilene

Luzia



RECANTO. VERDE TURMA-01

MATUTINO (8-12h)

Edilza

Tereza*



VESPERTINO (12-17h)

Norma

Rosemary



RECANTO VERDE TURMA-02

MATUTINO (8-12h)

Eva

Graça



VESPERTINO (12- 17h)

Edna

Fabiana



*Obs 1: As educadoras Tereza e Marluce iniciam a jornada diária às 7h da manhã e encerram ás 11h. Enquanto uma fica na porta recebendo as crianças, a outra fica no pátio acolhendo as mesmas após vestirem os uniformes. As crianças trocam de roupa no vestiário e depois direcionam-se para o pátio onde brincam interagindo-se livremente, porém, sobre supervisão de uma educadora. As 8h as demais professoras chegam e dirigem-se para suas salas. Em seguida as crianças são orientadas, de acordo a cor do uniforme, a se dirigir para seu recanto.

Obs 2: No 1º semestre a professora Rita Silvania entrará de licença prêmio. E, no segundo semestre será a professora Ana Maria. A professora Alcione substituirá ambas.



17.4 QUADRO DE AUXILIARES :

TURNO COZINHA VESTIÁRIO LIMPEZA LAVANDERIA


MATUTINO

Rita Ribas

Mª do Alívio


Lurdes

Cristina


Eufrazia

Nalva


* Detinha

VESPERTINO

Silvana

Lúcia


Adelita

Diana


Luzia

Isabel



18. DO CALENDÁRIO ESCOLAR

O Calendário Escolar adotado é o mesmo elaborado pela Secretaria Municipal de Educação para o Município de Ituaçu, em anexo, contendo no mínimo:

 Dias de efetivo trabalho escolar, recesso e férias, feriados;

 Previsão mensal de dias de efetivo trabalho escolar;

 Período de planejamento do Plano Escolar;

 Divisão dos dias de efetivo trabalho escolar em trimestres;

 Cronograma de reuniões para fins pedagógicos:

 Reuniões de Pais e Mestres ;

A Escola encerra o ano escolar após ter cumprido o estabelecido no Calendário Escolar homologado.

Quando, por qualquer causa, estima-se a ocorrência de “déficit” quer em relação ao mínimo de dias de efetivo trabalho escolar, quer em relação à carga horária, a Escola efetua a devida reposição.

As aulas somente são suspensas em decorrência de situações que justifiquem tal medida, sendo repostas para o devido cumprimento dos mínimos legais fixados.



19. DO PRESENTE PROJETO POLÍTICO/PEDAGÓGICO E DE SUA AVALIAÇÃO

O presente Projeto Político/Pedagógico direciona a Creche Municipal Tia Clety no exercício de suas atividades, expressando seu compromisso na construção de uma nova realidade, tida como possível e desejável pela comunidade escolar e flui da concepção de homem como sujeito histórico-cultural, convergindo para aspectos considerados essenciais à plena realização do ser humano:

 A inserção do homem no mundo do trabalho, no qual são construídas as bases materiais de uma existência digna e autônoma;

 A inserção do homem no mundo das relações sociais regidas pelo princípio da igualdade;

 A inserção do homem no mundo das relações simbólicas (ciência, arte, etc.) de forma que ele possa produzir e usufruir conhecimentos, bens e valores culturais.

 O presente Projeto Político/Pedagógico se expressa no Regimento Escolar e nos Planos de Trabalho dos Professores, articulando Currículo e Avaliação.

 A avaliação do presente Projeto Político/Pedagógico é contínua e as alterações / reformulações serão articuladas com o Regimento Escolar, Plano Escolar e Planos de Trabalho dos Docentes, sempre que houver necessidade.



20. REFERÊNCIAS:

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Volume I, II e III. Brasília: MEC/SEF, 1998.



________. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069/90, de 13 de julho de 1990. São Paulo: CBIA-SP, 1991.



DIB, Marlene Barchi. O FUNDEB e a qualidade da educação básica. In BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Pátio Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, n 44, novembro2007/janeiro 2008.



FERRARI, Márcio. O educador de crianças pequenas. Revista Nova Escola. São Paulo: Editora Abril, n.190, p. 57, mar/2006.

FONTANA, Roseli; CRUZ Maria Nazaré da. Psicologia e trabalho pedagógico. São Paulo: Atual, 1997.



ITUAÇU, Câmara de Vereadores. Livro de Atas da Câmara Municipal: 1989 -2003, p. 175.



ITUAÇU, Lei Orgânica do Município de Ituaçu: 1990. Revisada em 2003.



KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneiro Thomson Learnong, 2002.



KRAMER, Sônia. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. São Paulo: Cortez, 1992.



KRAMER, Sônia e Leite, Maria Isabel (Orgs.) Infância e educação infantil. Campinas: Papirus, 1999.



LEITE, Sergio Antonio da Silva. (Org.). Cultura, cognição e afetividade: a sociedade em movimento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.



Saviani, D. Escola e Democracia. São Paulo: Cortez/Autores Associados,1990.



Vygotsky, L.S. Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes,1991.



___________ Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.





Ituaçu, 03 de Março de 2008.





PROJETOS QUE SERÃO DESENVOLVIDOS NA ÁREA DE PRÁTICAS DE LINGUAGEM:



RECANTO AMARELO: (1 ano)

• Músicas

• Nosso álbum

• Acalantos (cantigas de ninar)

• Brinquedos preferidos

• Histórias infantis



RECANTO VERMELHO: (2 anos)

• Músicas

• Cantigas de roda

• Nosso álbum

• Recados

• Histórias infantis



RECANTO VERDE: (3 anos)

• Músicas

• Cantigas de roda

• Poesias

• Parlendas

• Histórias infantis

• Contos

• Jogos paradidáticos.



RECANTO LARANJA: (4 anos)

• Músicas

• Cantigas de roda

• Poesias

• Parlendas

• Rótulos

• Receitas

• Fábulas

• Mitos

• Contos

• Histórias infantis

• Jogos paradidáticos





PROJETOS QUE SERÃO DESENVOLVIDOS NA ÁREA DE MATEMÁTICA:



RECANTO AMARELO (1 ANO):

• Coleções provisórias

• Blocos Lógicos

• Embalagens



RECANTO VERMELHO (2 ANOS):

• Coleções provisórias

• Blocos Lógicos

• Embalagens de produtos de higiene



RECANTO VERDE (3 ANOS):

• Coleções provisórias

• Blocos Lógicos

• Embalagens de produtos de higiene e de alimentos

• Dispensa da mamãe



RECANTO LARANJA (4 ANOS)

• Coleções provisórias

• Blocos lógicos

• Embalagens e rótulos

• Vendinha

• Supermercado

• Jogos paradidáticos





PROJETOS QUE SERÃO DESENVOLVIDOS NA ÁREA DE ARTES:



RECANTO AMARELO:

• Descobrindo a arte brincando



RECANTO VERMELHO:

• Descobrindo a arte brincando

• Registrando sentimentos

• Registrando minha casa e minha família



RECANTO VERDE:

• “Descobrindo a arte brincando”

• “Registrando sentimentos”

• “Registrando A Creche e Ituaçu”



RECANTO LARANJA:

• “Descobrindo a arte brincando”

• “Registrando sentimentos”

• “Registrando Ituaçu e o mundo”

• “Registrando a vida”



PROJETOS QUE SERÃO DESENVOLVIDOS NA ÁREA DE NATUREZA E SOCIEDADE



RECANTO AMARELO:

• Meu corpinho

• Um pouquinho de mim e de tu.

• Animais de jardim (Projeto de Pesquisa).

• Sucatoteca.

• Bandinha.



RECANTO VERMELHO:

• Meu corpinho e teu corpinho.

• Um pouquinho de mim, de tu, do meu espaço e do teu.

• Animais de estimação (Projeto de Pesquisa).

• Sucatoteca.

• Bandinha.



RECANTO VERDE:

• Meu corpinho e teu corpinho

• Um pouquinho de mim, de tu, dos outros, de nosso espaço e do dos outros.

• O mundo incrível dos insetos (Projeto de Pesquisa)

• Curiosidades e utilidades.

• Sucatoteca.

• Eu também posso inventar!



RECANTO LARANJA:

• Meu corpinho e teu corpinho

• Um pouquinho de nós, de nossa cidade e de nossa relação com o meio ambiente.

• Animais Brasileiros e animais em extinção (Projeto de Pesquisa)

• Os inventores, seus inventos e nós.

• Sucatoteca e minhas criações.



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PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

PERÍODO: 12/05 à 22/05
CLIENTELA : 1 a 3anos e 11 meses
JUSTIFICATIVA


Durante as refeições dos alunos na creche, foi constatado que eles rejeitavam alguns alimentos, principalmente legumes e verduras. Preocupadas com tais hábitos, por saber que esses alimentos são indispensáveis para uma alimentação saudável, propomos trabalhar este tema, o qual contribuirá para que as crianças conheçam variedades de alimentos e conscientizem-se da importância dos mesmos para nossa saúde, adotando hábitos de alimentação saudável.



OBJETIVO GERAL
• Conhecer diferentes tipos de alimentos, conscientizando-se de sua importância para a saúde, adquirindo hábitos de alimentação saudável.

OBJETIVO ESPECÌFICO
• Identificar diferentes tipos de alimentos através das percepções táteis, visual olfativa e gustativa.

• Desenvolver a oralidade, o raciocínio lógico e a psicomotricidade através da ludicidade.

CONTEUDOS:


NATUREZA E SOCIEDADE – Alimentação e sua função, tipos de alimentos, origem dos alimentos, higiene no preparo dos alimentos, modos de consumo dos alimentos (crus, cozidos, quente, gelado, frito, etc.), Bons hábitos ao alimentar-se.
LINGUAGEM ORAL - dialogo em rodinha, relatos, questionamentos, descrição (características dos alimentos), etc.
CONHECIMENTO DE MUNDO – conseqüências de uma má alimentação, forma de armazenamento dos alimentos (geladeira, armário), profissão cozinheira, cardápio da creche.

LOGICO MATEMATICO – semelhanças e diferenças, atributos dos alimentos (cor, tamanho, espessura (grosso, fino), noção de quantidade, consistência (duro, mole e pastoso, noções de sólido e líquido, noções de tempo (antes e depois).



ARTE e MOVIMENTO - pintura, recorte e colagem, alinhavo, painel coletivo, cantigas de roda (relacionadas ao tema), brincadeiras de imitação, jogos sensoriais (percepção).



MUSICA-cantigas de roda.

METODOLOGIAS

• Caixinha da novidade.

• Dialogo em rodinha, questionamentos e relatos.

• Musicas, cantigas de roda, parlendas;

• Manusear livros e revistas;
• Visita a cozinha e a dispensa;
• Brincadeiras com jogos da memória e carimbo de alimentos;

• Confeccionar painel coletivo com gravuras (reconstruindo o cardápio diário da Creche;

• Brincadeiras de fazer comidinha;

• Atividades para colorir e alinhavar gravuras de frutas.



RECURSOS

Humanos: Alunos, professoras, cozinheira e ajudante.

Materiais: Caixinha da novidade, alimentos variados, livros, revistas, massinha, jogo da memória, tesoura sem ponta, carimbos de alimentos, cola, cartolina, lã, perfurador, papel ofício, gizão de cera, brinquedos utensílios de cozinha, papel metro, caixa, etc.

Obs: alguns materiais só serão manuseados pelos alunos de três anos supervisionados pelas professoras.

AVALIAÇÃO
Através da observação e do registro do desempenho das crianças no decorrer das atividades.



CULMINÂNCIA

Brincadeiras:

“três, três, passará”

Brincadeira imitativas – fazer comidinha, modelagem de frutas e cantigas de roda relacionadas ao tema.




BIBLIOGRAFIA

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a Educação Infantil – Conhecimento de mundo. Volume I, II e III. Brasília: MEC/SEF, 1998.


CANCIONEIRO, popular. Musicas. Professoras.


ITUAÇU, Creche Municipal Tia Clety. Proposta Pedagógica: 2009.

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